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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

"Caso Ameaça Punk e Kob 82"

de "machismo nas subculturas"

No começo de 2015, Bruno Coca (Ameaça Punk), Presunto e Raul (Kob 82) e João Otávio Chuck (ex-membro da banda Última Classe) foram denunciados por expor uma companheira em um grupo de whatsapp, uma tentativa de agressão física de Bruno Coca em uma gig punk, além de outros acontecimentos.

Segue abaixo a denúncia na íntegra:

  Há tempos queria expor algumas coisas, mas por querer viver a minha vida em paz, preferi deixar de lado, mas como sou inesquecível para alguns e o simples fato de estar viva incomoda tanto zé povinho e meu nome acaba rodando entre a boca dos homens “antifascistas” CIS, me senti na obrigação como mulher de falar sobre algumas cenas machistas que acontecem dentro de uma cena antifascista, que na real, é usada apenas de fachada para alguns.
Sempre vi e ouvi coisas que estavam fora do meu entendimento quanto a ser punk e libertário, talvez por achar que não era a hora e que não estava preparada para questiona-los, erro meu.

  NO GERAL, homofobia e machismo rolam soltos, vejo poucos que ao menos tentam se policiar pelas causas que dizem lutar, sempre vi e engoli a seco.
  Pois bem, para quem não sabe eu e Bruno Coca fazíamos parte do mesmo coletivo punk e por motivos desconhecidos por mim, nunca foi muito com a minha cara, até aí, ninguém é obrigado a gostar de ninguém por conta de uma “mesma” posição política e social.
   Um vez dei minha opinião NO MEU FACEBOOK sobre um acontecimento e fui chamada de fascista por uma colega na qual o Bruno Coca abraçou a ideia, pelo simples motivo de não quererem entender o meu posicionamento, fazíamos parte do mesmo coletivo na época, mas NINGUÉM esboçou um comentário, o assunto foi simplesmente ignorado.
  Não vou expor situações TÃO diretas, infelizmente, APENAS para preservar a identidade de MULHERES envolvidas.
  Já saiu com mina e depois saiu falando pros mascus que a garota tinha DST. ( Independente da veracidade sobre a doença, expor a mulher de tal forma, é no mínimo maldoso).
  Pedir que a companheira faça tais coisas porque a sua mãe faz pra você (????????)
  Sugerir que a mulher aplicasse injeção nas nádegas para que ficassem maiores. ( Porra, lutamos tanto contra a imposição estética que nos é colocada diariamente e ainda precisamos ouvir isso de pessoas dentro de uma cena libertária que até onde sei, luta contra isso?)
  E no ano passado, no som do Tervet Kadet e Mob 47 em Ferraz (?), por questão de sororidade e amizade me dirigi a Bruno Coca para pedir que pudesse conversar com uma pessoa, e sem necessidades foi grosso e mal educado, (o que não é surpresa) e quando falei umas verdades sobre seus comportamentos machistas, pediu que os caras me tirassem de lá, se não ele iria me arrebentar (?????) e “nossos” amigos, em comum que estavam juntos só o acalmaram e depois sustentaram aquela frase “Em briga de marido e mulher não se mete a colher”.
  O CARA DISSE QUE ME BATERIA SE NÃO ME TIRASSEM DE PERTO DELE E EU FUI A QUESTIONADA? E EU FUI A CAUSADORA DE UMA POSSÍVEL ATITUDE DE VIOLÊNCIA FISÍCA?
  Até quando nós seremos culpadas e punidas por homens que acham que tem esse direito?
  Até quando “antifas macho cis” vão passar um pano por camaradagem em atitudes machistas? Passar um pano, no meu ponto de vista é apoiar ou justificar a atitude do cara, que NÃO É JUSTIFICÁVEL.
Resolvi escrever depois que o João Otávio deu um print de um post que fiz, dizendo que estava doente e o quanto nesses momentos é ruim não ter um namorado e morar sozinha e mandou em um grupo de whatsapp para “provocar” Bruno Coca em que disse que eu deveria morrer e que eu o devia! De um grupo que participava vários “amigos”, apenas UM se posicionou ao meu favor, enquanto os outros não falaram nada! Tato, Raul, Presunto e outras pessoas que não conheço.
  Raul e Presunto que ficavam me zuando pelas costas junto com o Bruno, me apelidando e quando me viam sempre foram muito simpáticos e cordiais, principalmente o Raul, que eu achava que era meu amigo.
Quer saber? Podem falar! Podem falar que sou vagabunda, que não presto, que sou rodada ou qualquer outro termo chulo que vocês usam como meio de difamar alguém!
  Eu sou bem resolvida, eu sou libertária, eu sou feminista!
Meu feminismo é periférico ,é a minha vivência de mulher que é assediada, ameaçada, julgada, punida, desmerecida, desrespeitada todos os dias, no trabalho, no rolê, na faculdade, na rua, no transporte. MINHA LUTA É DIÁRIA!
  Não vai ser uns machistinha enrustido ( ou não) de merda, que se dizem antifascistas que vão me calar e vão me julgar! Que expor? Quer falar? Então suportem serem expostos!
  Vou chamar de fascista porque é machista? VOU SIM! Não adianta colar em Marcha das Vadias Bruno Coca e ter atitudes de “mascu alpha” , isso não te tira da situação de ser um escroto.
  Me conhecem tão bem que já deveriam saber que uma hora eu ia falar! beijos

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